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Surdo News
Desde: 23/05/2003      Publicadas: 23      Atualização: 13/06/2003

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 Notícias

  01/06/2003
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Considerações gerais sobre os surdos

Uma lição de vida e de percepções.

<b>Considerações gerais sobre os surdos</b> É através dos sentidos que o homem percebe as informações que formam sua experiência. É baseando-se nessas impressões recebidas pelos sentidos que criará o mundo de suas percepções e conceitos, de sua memória, imaginação, pensamento e razão.
Quando existe deficiência em um dos sentidos o mundo de experiências é afetado de tal forma que pode dificultar a pessoa de receber informações importantes ao seu desenvolvimento intelectual, afetivo e social. Em função de ausência de um dos sentidos, a experiência se forma, digo, de modo diferente e o mundo das percepções, representações, imagens e idéias se formam em base alterada, e tais alterações se desenvolvem naturalmente, de tal forma que o indivíduo pode apresentar características que não condizem com os padrões estabelecidos, ao menos que se dê ao mesmo a possibilidade de organizar-se e estruturar-se de forma a ter acesso às informações que lhes falta por outros meios.

“Deixai cada um ser, tornar-se tudo o que for capaz de ser; expandir se possível até seu pleno florescimento; suportar todas as limitações, rejeitar tudo o que for estranho, especialmente aspectos nocivos, e mostrar-se em toda a grandeza de sua dimensão e estatura, ser aquilo que possa.”
(Thomas Carlyle)

1. “Falar de uma criança surda é falar de uma identidade que não existe. O que existe é uma criança, a sua surdez e o seu meio.” (Colin, D., Psycologie de l’enfant sourd, Masson, Paris, 1978). A criança deficiente auditiva é, primeiro que tudo, uma criança com as mesmas necessidades básicas que qualquer outra criança não deficiente e com iguais direitos e deveres de ocupar o seu lugar na família e na sociedade.
2. Não existe qualquer relação de causas – efeitos entre surdez e debilidade mental.
3. O surdo vê, de um modo geral, limitada a sua liberdade de comunicação e expressão, sentindo-se voltado ao abandono e isolamento, o que altera significativamente o seu desenvolvimento afetivo. Principalmente o surdo não-oralizado percebe o mundo de forma bem distorcida.
4. Ausência de controle auditivo também não permite ao surdo a previsão de determinados acontecimentos. O surgimento inesperado de algo no seu campo de visão, não antecedido, portanto, previamente pela informação auditiva pode, só por si, provocar uma reação emocional – o medo ou a cólera, por exemplo.
5. A cólera, tão apontada aos surdos, na maioria das vezes, está relacionada com má incompreensão sentida pelo surdo da parte dos membros de meio circundante, pouco habituados a responder à solicitação de pedidos feitos por uma via não verbal.
6. No que diz respeito à explosividade, desconfiança e agressividade dos surdos, cabe-nos mencionar que, à medida que a criança se desenvolve, as suas emoções vão sendo expressas de diferentes maneiras. Inicialmente o canal corporal é o veículo privilegiado, sendo as emoções por ela manifestadas de modo explosivo. Com o domínio da linguagem oral o ouvinte sociabiliza expressão emocional canalizando-a por este novo veículo. O surdo, até que assim saiba canalizar, tem o corpo como o canal único para a expressão das emoções.
7. A imagem que o surdo normalmente tem de si próprio é a imagem que lhe conferem os outros: família, amigos, professores, etc. Através das atitudes que perante ele assumem, podendo ser positivas ou negativas com conseqüentes repercussões no equilíbrio psicológico. De uma forma geral, as figuras parentais reagem perante a criança deficiente ou com a rejeição ou superproteção, ambas nocivas ao seu desenvolvimento global harmonioso.

7.1. REJEIÇÃO: Recusar a criança como sua, complexo de culpa pelo que aconteceu, marginalizando-o porque de ‘esperança’ passou a ser ‘fardo’ – logo, a criança terá imagem de si própria muito negativa.
7.2. SUPERPROTEÇÃO: Encara a criança como um ser muito frágil e indefeso, limitando-lhe as atividades, cortando-lhe a capacidade de iniciativa e autonomia. Também, às vezes, a superproteção manifesta-se por uma permissividade excessiva que, para compensar o déficit, os pais permitem que a criança faça tudo. Ex.: O surdo que obrigava a família a ver TV até de madrugada.

RESULTADO: O surdo não procurará estabelecer relações com outros por não serem permissivos com as figuras parentais.

8. A timidez, a inibição e a desconfiança dos surdos face ao mundo exterior provém do fato de ele não compreender as conversações, os códigos, acompanhados de risos, da linguagem oral. Assim também, nós nos sentimos quando estamos ao lado de uma pessoa ou grupo de uma língua estrangeira a qual não dominamos.
a. No geral são muito autênticos e objetivos – não assimilam muitas das normas da sociedade;
b. No geral entendem uma linguagem básica, com idéias lógicas e concretas;
c. Têm pouco conhecimentos em assuntos adquiridos verbalmente ou através de leitura labial (vocabulário muito difícil);
d. Procuram sua própria vantagem de forma objetiva;
e. Respondem à amizades fortes e sinceras;
f. São muito interessados no mundo dos ouvintes;
g. Usam muito dos olhos (como o sentido compensador) e dão ótimos artesões, desenhistas, programadores de computação, etc.
9. Se permitirmos, os surdos não trabalhados, não assumirão facilmente como figuras parentais ou superego.
10. A perca de um relacionamento afetivo (namoro, casamento, amizade, etc.), pode às vezes acarretar gravíssimas conseqüências.
11. Surdos não trabalhados são dados a extremismo e apresentam muito ciclos emocionais.
12. Normalmente têm pouca paciência e são extremamente egocêntricos.
13. Encontram certa dificuldade no emprego, nos relacionamentos com os chefes e colegas.
14. Os não preparados levam uma vida imoral, muito baixa por não terem sido informados de antemão.
15. Amam e odeiam com muita facilidade.
16. Distorcem com facilidade os assuntos.
17. São muito autênticos, expressando seus sentimentos verdadeiros.
18. Usam muito da mentira.
19. Os surdos divagam muito nos assuntos.
20. A falta do SUPEREGO faz com que sejam facilmente influenciados pelo grupo (falta de orientação.

  Autor:   Fonte:www.orbita.starmedia.com/vozesdosilencio/home.asp


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